domingo, 18 de fevereiro de 2018

Esqueci-me de Mim






Esqueci-me de mim
De ti,
sinto o sabor doce
do teu corpo suado
nas noites sonhadas.

Esqueci-me de mim
De ti,
sinto o sabor dos lábios molhados
nos beijos trocados
nas noites sonhadas

Esqueci-me de mim
De ti,
sinto o sabor dos dias felizes
em que nos amávamos
nas noites sonhadas.

Esqueci-me de mim
De ti,
sinto saudades.

Maria Antonieta Oliveira
18-02-2018

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Meu Amor Lindo





Chamaste-me
“meu amor lindo”
Estremeci
e, uma lágrima teimosa
escorreu pela face
“Meu amor lindo”
É tão bom sentir
o mesmo sentir de outrora
O tempo passou
E,
é tão bom saber
que ainda sou
“o teu amor lindo”.

Maria Antonieta Oliveira
15-02-2018

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Amor





Para quê dizer que te amo
se este amor já tem anos?!
Éramos meninos e já nos amávamos
Crescemos nesse amor
Vivemos esse amor
E, o tempo passou
A vida mudou
Mas, o nosso amor
resistiu a ventos e marés
E hoje, muitos anos depois
esse amor ressuscitou.

Amo-te,
como te amei ontem
Amo-te, hoje
Amar-te-ei sempre
mesmo depois de morrer.

Maria Antonieta Oliveira
14-02-2018

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Estremeço





Envolta em neblina
Sinto o torpor dos teus passos
Estremeço só de pensar
no calor dos teus abraços
e no roçar do teu corpo
na meiguice do meu
no roçar dos teus lábios
nos meus seios desnudos para ti
de prazer, estremeço.

Envolta em neblina
Sinto o torpor dos teus passos
Estremeço só de pensar
que vais embora, sem volta
contigo, levas o amor que te dei
o que vivemos a dois
e os sonhos que sonhei contigo
Deixas um coração partido
e um sonho destruído.

Envolta em neblina
Sinto o torpor dos teus passos.

Maria Antonieta Oliveira
11-02-2018

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Estigma





Há um poema que me escorre
pelo estigma da vida
talvez, por esta ser proibida.

Quando chego, já é tarde!
Quando encontro, já perdi!

Está na hora de sair
deixar o dia fluir
e o poema nascer
Viverei o meu estigma
nesta vida proibida
tentando amanhecer.

Maria Antonieta Oliveira
08-02-2018

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Corpo Dorido




Sinto a prisão tomar conta de mim
As pernas dormentes
não conseguem caminhar
sentem-se traídas, desmotivadas
o formigueiro intenso
supera a vontade.

As mãos trémulas
tentam segurar a caneta
e deixar em palavras
a tristeza e desilusão
deste sentir doloroso.

A mente atrofia o pensamento
A caneta desliza, cai
e as palavras,
ficam retidas no coração.

Maria Antonieta Oliveira
01-02-2018


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Respiro Alfazema





Ontem, respirava alfazema
o teu cheiro de jardim
flor da minha primavera
pétala de rosa traída
pelos rudes espinhos da vida
Sinto o cheiro do teu colo
da tua mão em noites de muitos anos
em que resmunguei
e resmungaste
mas nunca me faltaste
O cheiro do teu aconchego
nos beijos antes de adormecer
Cheiro a ausência
da flor esquecida no jardim
nesta saudade sem fim.

Hoje, respiro alfazema!

Maria Antonieta Oliveira
15-01-2018

domingo, 14 de janeiro de 2018

Poesia É





Poesia
são palavras entrelaçadas
de magia e sentimento
com alegria e sofrimento
Palavras raras
Palavras caras
Palavras hábeis no dedilhar
E as de cariz popular
sempre, sempre a rimar
Palavras ocas e vazias
sedentas e sombrias
Palavras de amor e fulgor
de choros, gritos e ais
Palavras benditas
enviadas pelo Senhor
reconfortantes e amigas.
Palavras da vida
Porque,
A poesia é vida
E,
A vida é poesia!

Maria Antonieta Oliveira
13-01-2018



















sábado, 6 de janeiro de 2018

Um Tempo





Um grito
Um choro
Uma lágrima que cai

Uma despedida
Um luto
Um corpo que dói

Um sorriso
Uma mão
Uma esperança de vida

Um abraço
Um carinho
Uma realidade sentida

Um afago
Um tempo
Uma felicidade renascida,

Maria Antonieta Oliveira
06-01-2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Se Eu Te Dissesse, Amor






Se eu te dissesse, amor,
onde se cruza o pensamento
das noites por dormir?!
Se eu te dissesse, amor,
onde ficam os dias que não amanhecem
esquecidos nas trevas do mundo?!
Se eu te dissesse, amor,
onde deixei os nossos sonhos
espalhados na areia salpicada pelas vagas do vento?!
Se eu te dissesse, amor,
onde fica o brilho do teu olhar
que me encantou e fez de mim mulher?!

Se eu te dissesse, amor,
Ai amor, se eu te dissesse?!

Maria Antonieta Oliveira
05-01-2018

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Vestido de Chifon





Lembras-te do meu vestido de chifon
que levei ao baile da aldeia?!
Esvoaçava ao luar
enquanto me seguravas a mão
No rodopio da dança enlaçavas o meu corpo
e beijavas a minha boca.
Seguíamos num passo compassado
ao som de um tango.
E num abraço apertado
sentíamos a felicidade do mundo.

Lembras-te amor,
do meu vestido de chifon?!

Maria Antonieta Oliveira
29-12-2017


Sonhos Que Sonhei





O que perdi?!
O que ganhei?!
O que vivi?!
O que sonhei?!

365 dias passaram
em que perdi e ganhei
em que vivi e sonhei
Perdi cada segundo
em que não sonhei
Ganhei cada segundo
em que vivi
Quisera ter mais sonhos
para sonhar
Quisera ter mais segundos
para viver
E nesses segundos
viver os sonhos que sonhei.

Maria Antonieta Oliveira
29-12-2017

sábado, 23 de dezembro de 2017

Se Hoje Fosse Natal





Se hoje fosse Natal
a mesa estaria composta
de ti, de vós, connosco.
Haveria os doces das tuas mãos
e os outros olhos queridos
trocando cumplicidades
que eu compreendia.
Haveria a tarde de sofá
em conversas saudosas
Haveria calor no frio de Dezembro
porque o amor habitava o meu lar,
o teu amor, e o teu,
o vosso amor connosco.

Se hoje fosse Natal
eu estaria mais feliz!

Maria Antonieta Oliveira
23-12-2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Só Por Hoje





Só por hoje
Agradeço o dia em que vos conheci
Cada um de vós, a seu modo, representa uma aprendizagem de vida,
um caminho percorrido.

Só por hoje
Agradeço o dia de hoje, em que caminho a teu lado
na esperança de um amanhã florido.

Só por hoje
Sou grata!

Maria Antonieta Oliveira
20-12-2017

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lisboa de Antigamente: Profissões de antanho: o calceteiro, uma arte a p...

Lisboa de Antigamente: Profissões de antanho: o calceteiro, uma arte a p...: Faz frio. Mas, depois duns dias de aguaceiros,       Vibra uma imensa cl...

Vencedor

(Imagem da Net)




Voando entre fisgas e caricas
Soltaste cavalos ao vento
Pariste filhos em Agosto
Gerados em amores ao sol-posto
Castrado em versos por nascer
Ou outros por escrever
Gritaste o amor e a amizade
A fome, a guerra e a liberdade
Num país subjugado
Com um povo maltratado
Doente, carente, com fome
Triste, só e isolado
Com as palavras lutaste
E venceste!

Maria Antonieta Oliveira
05-09-2017
Homengaem a Ary dos Santos - Era Uma Vez um Poeta - Horizontes da Poesia




Ary dos Santos

(Imagem da Net)





Era Agosto
Num campo de milho
Com o trigo a brilhar
Pariste um poema

Soltaste o freio
Libertaste a palavra
Cantado e encantando
Os homens que te ouviram

Poeta de Abril e da liberdade
Tu,
Ary dos Santos!

Maria Antonieta Oliveira
08-08-2017
Homenagem a Ary dos Santos - Era Uma Vez um Poeta - Horizontes da Poesia

Já Tardavas Em Chegar

(Imagem da Net)



Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia/ Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia/ Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria./ Ary dos Santos


Já tardavas em chegar
e eu sofria
pousados meus braços
na janela, chovia
eram lágrimas sentidas
na tarde passada
em que teu beijo tardava.

Meus olhos cansados
meu corpo sofrido
nesta tarde de tantas tardes
em que não chegavas
e o sol nascia
e a noite chegava
só o teu beijo tardava.

Maria Antonieta Oliveira
05-10-2017
Homenagem a Ary dos Santos - Era uma vez um Poeta - Horizontes da Poesia

sábado, 9 de dezembro de 2017

Mulher Vida





Mulher vida
Mulher parida
Mulher sofrida
Mulher que dá vida à vida
E,
Na vida por si vivida
Dá amor
Dá companhia
Dá amizade
Dá carinho
Dá conselhos
Dá saudade
E,
Se preciso for
Dá a vida pela vida.

Maria Antonieta Oliveira
09-12-2017

Somos Felizes






Demoradamente repouso o teu corpo no meu
Num oscilar suave despimos sentimentos
Abrimos as portas ao amor
Repousamos no olhar do outro
Caímos na rede da paixão
Inebriados na música da ilusão
Somos felizes.

Maria Antonieta Oliveira
09-12-2017

domingo, 3 de dezembro de 2017

Grito





Grito!
Grito um grito sufocado
na garganta do sofrimento.

Grito parido
num acordar sem sorriso
Grito sentido
no olhar de uma criança
Grito de olhos vendados
tentando esquecer os meus pecados
Grito de coração partido
pela vida não fazer mais sentido.

Grito!
Grito, num grito mudo
porque não sei gritar de outro modo!

Maria Antonieta Oliveira
1-12-2017

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Folha Branca






Na folha branca
De um papel sem brilho
Tento recriar o nosso amor
Qual poeta convencida
Em rimas feitas de dor

Já amarelecida pelo tempo
Esquecida no fundo da gaveta
Descreve os nossos caminhos
Em que amantes e meninos
Trocámos juras e beijos.

Com o mofo por perfume
Esconde odores dos nossos corpos
Em que abraçados sonhávamos
Um dia sermos um só
Num poema escrito por nós.

Maria Antonieta Oliveira
21-11-2017



terça-feira, 14 de novembro de 2017

Tentei






Despi-me dos poemas que escrevi
Despojei-me das palavras que proferi
Limpei a minha alma e a mente.

Libertei-me
Inventei-me
Desnudei-me

Tentei tudo e não consegui
Que o meu coração deixasse de bater por ti.

Maria Antonieta Oliveira
14-11-2017

Fascinação





Fascinam-me as pedras
e a água do mar
Fascina-me o sol
e o seu acordar
Fascina-me a lua
e as estrelas do céu
Fascinas-me tu
e os beijos molhados
Fascina-me a vida
e os sonhos sonhados
Fascina-me tudo
e fascina-me nada.

Maria Antonieta Oliveira
10-11-2017

domingo, 29 de outubro de 2017

Já Pus De Parte Os Sonhos





Já pus de parte os sonhos
Vou pôr de parte tudo o que já não faz parte de mim.
Sonhos!
Para quê sonhar se já nada vai acrescentar?!
Tudo o que podia fazer, já foi
Não fiz, ou fiz, não sei.
Amores!
Sim, amores!
Porquê amores se o meu coração já ama demais?!
A quem amei, a quem amo, eu sei
Quem me ama, ou amou, não sei.

Já pus de parte os sonhos!
Tudo aquilo que sonhei, já morreu
E eu, morri com os sonhos que sonhei!

Maria Antonieta Oliveira
28-10-2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Aguardo-te









Aguardo-te na esquina do tempo
no sorriso matreiro e atrevido
de miúdo reguila e convencido

Aguardo-te nos sonhos do passado
nos beijos e abraços por nós dados
entre sussurros imaginados

Aguardo-te na sombra da vida
no rodopiar dos sentidos
envelhecidos no corpo cansado

Aguardo-te na colina do além
nos dias que nos faltam viver
e nos anos que almejamos ter.

Aguardo-te!
Aguardo-te amor!
Aguardo-te na esquina do tempo!

Maria Antonieta Oliveira
27-10-2017



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Sinto os Lábios Melados






Sinto os lábios melados
sabem-me a ti
à doçura dos teus beijos
desses lábios quentes
que me dás e eu amo.
Sinto o calor da tua mão na minha
aquecendo o meu corpo esfriado
Sinto o teu coração colado ao meu
batendo em uníssono
Sinto que estás, não estando
no espaço que o meu olhar abrange.

Maria Antonieta Oliveira
23-10-2017

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Afogo-me Nas Palavras





Afogo-me nas palavras que não saem
Embargada de sonhos
Atormentada de ausências
Inebriada e adormecida
resvalo na vida.
Na garganta seca,
vazia de beijos
as palavras aprisionadas não saem
nelas, me afogo.

Maria Antonieta Oliveira
20-10-2017

Fazes-me Falta






Fazes-me falta, sabes amor?!

Beijar teu olhar
pousando na tua boca
e, de olhos nos olhos
dizer o quanto te amo
Ouvir a tua voz
acalma o meu coração
A tua mão na minha
faz-me sentir segura
És forte na minha fraqueza
Preciso de ti na minha vida
Quero-te no caminho que percorro
Sentir a tua luz na luz do meu olhar.

Fazes-me falta, sabes amor?!

Maria Antonieta Oliveira
20-10-2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Choro de Saudades





Choro de saudades
de ti,
meu pai de olhos verdes
marotos
de sorriso gaiato
por vezes atrevido
Choro de saudades
de ti,
minha mãe
de ar sereno, maternal
de olhar firme e seguro
Choro de saudades
de mim
da vida que não vivi.

Maria Antonieta Oliveira
19-10-2017