domingo, 13 de agosto de 2017

Festa na Aldeia





No palco
o artista cantava
Canções dos anos sessenta ecoavam
O vento soprava os trinados
O povo alegremente dançava
As lágrimas em catadupa
escorriam pela face trigueira.

O artista cantava
O povo dançava
E eu,
pensava em ti!

Maria Antonieta Oliveira
13-08-2017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Alentejo






Tu é que sabes como terminam os dias
quando a primavera floresce
num ninho de andorinha
e as papoilas renascem
nos campos do meu Alentejo.

Tu é que sabes como começam os dias
quando a noite aparece
numa lua iluminada
e as nuvens se confundem
no céu do meu Alentejo.

Tu é que sabes como fazer te amar
quando respiramos o teu ar
num caminho florido
e num campo de trigo
no coração do meu Alentejo.

Tu é que sabes
o quanto te amo, meu Alentejo.

Maria Antonieta Oliveira
11-08-2017

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sou Mar





Sou mar
Sou rio
Sou nascente
Sou afluente
Sou pura e cristalina
como a água límpida da fonte.

Sou mar
Sou rio
Sou água corrente.

Maria Antonieta Oliveira
07-08-2017

domingo, 6 de agosto de 2017

No Calor da Noite





No calor da noite
meus pés esfriam
tão longo o caminho a percorrer
sem rumo certo, qual areia no deserto
quando o vento em rodopio
estremece o coração da terra.

No calor da noite
já cansada de tão longa caminhada
subo ao monte do destino
repousada, olho o sol ao acordar
alívio a mente, e o coração pressente
que o dia trará outra alegria
outra paz, outro calor.

No calor da noite
adormeço em teu regaço
e, os sonhos fenecem!

Maria Antonieta Oliveira
06-08-2017

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Uma Imagem





Uma imagem
E tu regressas nesse passado distante
Uma imagem
E meu coração estremece de emoção
Uma imagem
E sinto os teus lábios num beijo apaixonado
Uma imagem
E volto a ser menina adolescente
Uma imagem
E fui feliz contigo, amor.

Maria Antonieta Oliveira
01-08-2017

domingo, 30 de julho de 2017

Corredor Dissimulado





Corredor dissimulado
Atrevido e sensual
Escondido entre luzes por apagar
Corredor de chegada e partida
De segredos e de sonhos
De sussurros e silêncios
De amores e de beijos consentidos.

Corredor de inocência!
Corredor dissimulado!

Maria Antonieta Oliveira
30-07-2017

sábado, 29 de julho de 2017

Já Não Tenho Medo








Já não tenho medo da solidão
Nem do escuro dos corredores
Por onde pernoito meus sonhos

Cansei de ouvir a tua voz
O tom com que me falas
As palavras que proferes
A forma como actuas
E a seguir pedes desculpa
Mas, já cansei de viver assim.
Nunca sei como estás a seguir.

Já não tenho paciência para te ouvir
Já não tenho paciência para continuar.

Já não tenho medo da solidão
Nem do escuro dos corredores
Por onde pernoito meus sonhos.

Maria Antonieta Oliveira
29-07-2017

A Minha Escolha






É severa a vida!
Somos nós que escolhemos o caminho
Os desvios das rotas já traçadas
É nossa a culpa!
Somos nós que partimos os laços
E damos nós jamais pensados
A vida não é culpada!

A escolha foi minha!
A escolha é minha!

Maria Antonieta Oliveira
29-07-2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Quinta-Feira







E hoje já é quinta-feira
O tempo voa
Voa mais rápido que a luz
Voa mais rápido que o som
Voa mais rápido que o vento
Voa até mais rápido que o pensamento
E num ápice a vida se vai.

E hoje, já é quinta-feira!

Maria Antonieta Oliveira
27-07-2017


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ser Pássaro





Sentada na linha de água
por onde corre o leito do rio
onde as pedras se soltam
a caminho do mar
nelas me sento e penso.

Parto rumo ao destino que me aguarda
lá no outro lado do mundo
onde os pássaros são livres
sem gaiolas que os aprisionem
e eu,
quero ser livre como os pássaros
e voar.

Maria Antonieta Oliveira
19-07-2017

Na Laje Deitada





Na laje deitada
Solta da vida
Meu coração chora.

Não!
Não partas agora
Fica comigo
Dou-te o meu ser
Mesmo que não mo peças
Dou-te o amor
Que já é teu
Quando me roubaste o coração
Dou-te os beijos que quiseres
E aqueles que já são teus
Dou-te tudo, tudo
Do nada que tenho
Mas,
Fica comigo, amor.

Na laje deitada
Meu coração chora.

Maria Antonieta Oliveira
19-07-2017

domingo, 16 de julho de 2017

Partida






Solto-me livre no firmamento
voo mais alto que o vento
e sento-me no trono da paz
Lá longe
o dia anoitece ao amanhecer
a noite alegra o sol ao nascer
um turbilhão de pensamentos
solto abraços, agarro momentos
e caminho no rio gelado.
De coração frio, parto.

Maria Antonieta Oliveira
16-07-2017

Quadra Solta






Entre poetas e poemas
Enalteço o meu ser
Por entre palavras dispersas
Sonho um dia te ter.

Maria Antonieta Oliveira
16-07-2017

Lua Vertiginosa






Vertiginosa é a lua que passa
e me deixa nua
como pombo no pombal
sem asas para voar.

Maria Antonieta Oliveira
16-07-2017

sábado, 15 de julho de 2017

Fui Tua





Deitada na cama nua
Vestida de branca seda
Entreguei-me ao sonho do amor
E, fui tua.

Maria Antonieta Oliveira
15-07-2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Serei Feliz







Quero acreditar que um dia serei
Serei, sim, serei feliz!

Quero acreditar que um dia voarei
Voarei, sim, voarei
Nas asas de um anjo
Ou no bico de uma pomba branca
Que me levará ao céu azul
Onde encontrarei o caminho da luz
Aquele que a ti me conduz
E aí então, serei feliz!

Maria Antonieta Oliveira
13-07-2017


Não Penses






Não penses que falo de ti
Quando falo de amor
Não penses que falo de mim
Quando falo de sexo
Não penses que escrevo por escrever
Quando escrevo de nós
Não penses, não penses amor
Eu falo e sinto, quando escrevo dos dois.
Porque tu e eu, somos poesia.

Maria Antonieta Oliveira
13-07-2017

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Destino ou Karma






Será destino ou karma
O que nos une?
Será amor ou sexo
O que nos une?
Será apenas amizade
O que nos une?

Qual a resposta para tanta pergunta?!

Foi o destino que nos uniu
É o karma que nos une.

E o que sentimos na realidade?!

Destino, karma, amor, sexo e amizade
Tudo isto nos une e dá felicidade.

E o que nos faz sofrer?!

O destino, o karma, o amor, o sexo
E a amizade que o tempo marcou.

Karma?!
Não! Tu não és o meu karma!
Tu és o meu passado, o meu presente, e serás o meu futuro
Porque tu és o meu destino!

Maria Antonieta Oliveira
12-07-2017

sábado, 8 de julho de 2017

Vivo a Poesia





Sonho,
E em sonho vivo a poesia
A que escrevo
A que sinto
A que digo
A que fica por dizer
A que penso
A que anseio
A que me faria feliz
A possível
A impossível
A mentira
A verdade
A que me solta
A que me faz vibrar.
A que vive em mim.

E sonho
E em sonho, vivo a poesia.

Maria Antonieta Oliveira
08-07-2017

Águas Cálidas






Banho-me nas águas cálidas do teu corpo
Sentada em ti e contigo em mim
Sou a deusa enfeitiçada do amor
Nesse feitiço vivo, de carne com carne
Sinto-me mulher de bem com a vida
Sinto-me humana, realizada
Amada.

Banho-me nas águas cálidas do teu corpo.
E sou feliz!

Maria Antonieta Oliveira
08-07-2017

Se O Mar Me Levasse





Se o mar me levasse
Numa embarcação de cristal
Transformaria as ondas bravias
Em algodão espumando-se na areia
Cada molécula seria uma pérola perdida
Das algas, faria colares multicores
Que daria a todos os meus amores
Ajoelharia ao sol nascente
E ungindo a testa de sal, nas águas límpidas
Pedia perdão, paz, saúde e pão
Pedia amor e Fé no coração
Pedia caridade, amizade e verdade
Pedia tudo o que bom a vida tem
Ajoelhada até ao sol se pôr
Daria graças ao Senhor.

Ai,
Se o mar me levasse
Numa embarcação de cristal!

Maria Antonieta Oliveira
08-07-2017




quinta-feira, 6 de julho de 2017

Ida À Praia





Num cacilheiro carcomido pelo sal da vida
Passeei o esqueleto da minha infância
Para lá e para cá entre as margens do Tejo
Nos verões quentes ou frios, tanto fazia
A camioneta já gasta pelo tempo
Acolhia o meu corpo franzino levando-o
Até o largo onde o chafariz brotava água pura
Com passos ligeiros percorria aquela rua
Que me levava ao imenso areal da Costa
Aí ficava ancorada na sombra de um barco
Que descansava da sua faina nocturna
E o dia passava entre sandes e molhar os pés
Tinha medo do mar, era bravio e ondulante
De novo a Rua dos Pescadores percorria
A camioneta até a Trafaria ou até Cacilhas
E, num cacilheiro carcomido pelo sal da vida
Regressava a casa quase bronzeada.

Maria Antonieta Oliveira
06-07-2017

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Embalo-me






Embalo-me na dança das nuvens
Na chama da vela que se apaga
Na escuridão da noite tardia
Embalo-me ao som do vento
Na lacuna do meu sentimento
De um coração vadio
Embalo-me nos braços do amor
No sonho da noite perdida
No dia, de um amanhã
Embalo-me nas velas da nau
Ondulantes pelas marés
Num vai e vem inconstante
Embalo-me esquecida de mim
Numa dança incoerente
Onde fico retida, parada
Sem a luz da vela que passa.

Embalo-me ao som da música cantante
Saída do meu coração arfante.

Maria Antonieta Oliveira
05-07-2017


Vencer Os Medos





Quero vencer os meus medos
Os obstáculos da vida
Os temores de outros amores
Quero vencer os dias e as horas
Que a vida me trás
Quero vencer a tristeza
Que me invade a mente
E atormenta o coração
Quero vencer as emoções
Dos minutos só nossos
Entregando-me a ti
Quero vencer os meus medos
E ser feliz uma vez.

Maria Antonieta Oliveira
05-07-2017

Orgasmo





Na doçura de um beijo
Me sinto envolvida
Languidamente me envolvo
Em teu corpo apetecido
Saboreio o suor do teu rosto
Na sofreguidão de um orgasmo
E relaxo no teu abraço.

Maria Antonieta Oliveira
05-07-2017


Parti Sem Ti






Percorro o corredor que me leva ao quarto
Onde medito e penso em ti
Recuo e avanço e caio no espaço onde não estás
Sentada no chão, aguardo que regresses
Daquele outro tempo em que ficámos um dia
Adormeço com um som vitorioso
E ouço-te, e sonho-te e vivo contigo aquele doce momento
Em que fomos um só num eterno abraço.

Partiste!
Cansada de esperar, parti sem ti!

Maria Antonieta Oliveira
05-07-2017

domingo, 25 de junho de 2017

Hoje







Hoje vou escrever diferente
Não vou falar de amor
Nem de ti e de mim
Não falarei do mar a marulhar
Nem da lua que me inspira
Ou do sol que me aquece o coração
Não falarei do tempo que passa
Ou daquele que já passou
Não escreverei saudade
Nem chorarei de solidão
O sal ficará nas salinas
Não deslizará pela minha face
Não vou pelos caminhos de ontem
Nem desejarei os de amanhã
Hoje, quero escrever hoje
Hoje, quero viver hoje
Hoje vou escrever diferente
Porque hoje, é apenas hoje!

Maria Antonieta Oliveira
25-06-2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Há Muitos Anos









Era quase verão
Os dias já eram longos
E as noites já eram quentes
Entre o Tejo e o Guadiana
Os montes e vales entrecruzavam-se
As planícies de tons ocre, coloriam-se
E a vila engalanada de amor
Acolhia a mais bela menina.

Há muitos, muitos anos atrás

A vila engalada de amor
Continua a viver com alegria
As flores coloridas adornam os campos
No Tejo e no Guadiana as águas fluem
Os dias e as noites intercalam-se
Entre o sol quente e o frio do inverno
A vida continua igual
Neste quase verão

E eu, hoje, tal como há muitos anos
Continuo sendo a aniversariante deste dia.

Maria Antonieta Oliveira
17-06-2017


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Rasguei Os Sonhos





Rasguei os sonhos em papéis pardacentos
Que a vida me ofertou
Sem sonhos
Sobrevivo à vida que me espreita
De coração vazio
Deito-me na nuvem colorida
E aguardo ansiosa
Que o meu sonho vire vida.

Maria Antonieta Oliveira
14-06-2017

domingo, 11 de junho de 2017

Desculpa Por Te Amar





Desculpa amor, por te amar
Por pensar em ti a cada instante
Por sonhar o impossível, em que tu estás
Sei-te, sinto-te e vejo-te feliz
Também eu o sou, de certo modo
Há momentos, muitos momentos
E tão poucos.

Desculpa amor, por te amar!

Maria Antonieta Oliveira
11-06-2017

Amanhã








Amanhã será tarde para viver
Porque a vida já passou
Amanhã será tarde para amar
Porque o amor me tramou
Amanhã será tarde para nós
Porque nós vivemos no passado.

Aonde ficou?!
Aonde fiquei?!
Aonde ficámos?!

Amanhã, quem sabe!

Maria Antonieta Oliveira
11-06-2017


Espero






Espero que a lua me traga os sonhos de volta
Espero que o sol me traga a luz que perdi
Espero que a vida me traga o que já vivi
Espero que a noite me traga o sono merecido
Espero que os sonhos me tragam a felicidade pretendida
Espero que a felicidade me traga os sonhos por viver.

Maria Antonieta Oliveira
11-06-2017




quinta-feira, 8 de junho de 2017

Silêncios





Há silêncios entre palavras proferidas
Apenas pelo teu olhar, meu amor
Nada dizes, nada digo
Bastam nossos olhos se cruzarem
Para sabermos
O que fica por dizer.

Maria Antonieta Oliveira
08-06-2017

terça-feira, 6 de junho de 2017

A Vida é Geometria






A vida é oblíqua.
Ou será quadrada,
e em cada canto do ângulo recto, te encontro?!
Não!
A vida é redonda como a terra.
Um circulo perfeito nas imperfeições do caminho
Onde rolamos, caímos e nos levantamos
sorrimos e choramos
mas sempre continuamos.
A vida é geometria
Que com toda a mestria,
faz magia.

Maria Antonieta Oliveira
06-06-02017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Paz No Mundo







O vento forte fazia-se sentir
No muro onde pernoitava o sono
A lua parecia caída, num céu sem luar
A fome permanecia estarrecida, sem vida
E o sonho vagueava nas vagas do mar

O vento soprava pela boca do ódio
A lua mentia as mentiras do mundo
E a fome e a miséria gritavam e se instalavam
Nas guerras de muitas guerras perdidas
E a criança e o velho sofriam.

O vento abrandou
A lua deu lugar ao sol
A fome, a miséria e a guerra terminaram
Aclarou a luz eterna do farol
E a paz ao mundo voltou.

Maria Antonieta Oliveira
05-06-2017

Ser









Solta e livre
Como o vento que passa
Queria ser nuvem
Passante, esvoaçante
Sem rumo certo
Queria ser pássaro
De folha em flor
Pousando e debicando
Liberta e livre
Ser pena, sem pena
Deslizando no espaço
Açucena florida
Ou rosa cheirosa
Ser tudo
Ser nada
Mas ser!

Maria Antonieta Oliveira
05-06-2017

sábado, 3 de junho de 2017

Folha Amarrotada







Apanhei do chão aquela folha em branco
Amarrotada pelo tempo, pisada e suja
Sem palavras, vazia e oca
Com passado por escrever
E tanto, tanto mais por dizer
Peguei na caneta já gasta
De palavras soletradas ao acaso
E pensei fazer um diário
Comecei pelo dia de ontem
Na praia, dançando na areia
Ao som da voz do amor
Cantado por ti em surdina
Pousei a caneta na ponta da secretária
Queria prosseguir a estória
Mas ela, já usada e conhecedora de mim
Escondeu-se por entre outras estórias
Ainda por contar e por viver.

Fiquei no ontem já escrito
Hoje e amanhã farão outra estória
Que escreverei quando morrer.

Maria Antonieta Oliveira
03-06-2017




sexta-feira, 2 de junho de 2017

No Orvalho da Noite








Na erva molhada pelo orvalho da noite
Deitei meu corpo cansado
De muitos sonos passados
E noites sem dormir
Sem luas, nem sóis, nem dias.

Na erva molhada pelo orvalho da noite
Descanso a mente poluída
De muitos sentires proibidos
E sonhos possuídos
Sem calor, nem amor, nem dor.

Na erva molhada pelo orvalho da noite
Olho o adormecer da lua
Vejo o ressuscitar do sol
E sorrio à vida
Com alegria, com paz, com harmonia.

Na erva molhada pelo orvalho da noite
Sou feliz!

Maria Antonieta Oliveira
02-06-2017

Sonho Em Poesia






Encostei-me à árvore do sonho e adormeci
No campo florido, caminhei contigo
Acariciei todas as crianças que encontrei
Descalça e nua, vesti-me de lua
Na vereda do tempo, solto o pensamento
Encontrei espinhos por entre os caminhos
Calquei, saltei, nas águas do sol entrei
Na cerca do monte bebi dessa fonte
A água da vida, da felicidade prometida
Feliz, continuei, em ti me aninhei
A árvore soprada, pelo vento derrubada
Fez-me acordar e do sonho regressar.

De ti, nada vi
A solidão era a companhia
Resta a emoção
Do sonho em poesia.

Maria Antonieta Oliveira
02-06-2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Queria Apagar o Tempo





Queria encontrar uma borracha que apagasse o tempo
Voltar a ser a menina-mulher que um dia te conheceu
E amou
Que essa borracha encontrasse
As palavras que me deixavas nas carteiras da escola
E mas trouxesse de volta
Ao coração magoado que ainda te ama
Ser menina-mulher ou mulher-menina
Mas ter-te como antes, para mim
Queria ser a borracha para apagar o tempo
Ser menina-mulher, amante e tua.

Maria Antonieta Oliveira
01-06-2017

Ser Criança






Faz anos que a chuva estragou os nossos planos, quando pretendíamos passar o dia no jardim zoológico e uma forte tempestade abalou a nossa vontade.
Faz anos em que foste criança, e hoje, já mãe, me deste as melhores crianças do mundo, os meus netos muito amados e queridos.
Faz anos também eu fui criança, que dei à minha mãe, a melhor neta, tu, mãe dos meus netos.
Faz anos que todos nós já fomos crianças, e daqui a outros anos, alguém também dirá, que faz anos que eu, tu, nós, já fomos crianças.

Maria Antonieta Oliveira
01-06-2017

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Os Nossos Sentires






Ainda sinto o calor dos teus lábios na minha mão
Nunca o tinhas feito antes
Foi um doce e suave momento
Ainda sinto o calor dos teus lábios nos meus
Como já o fizeras antes
Foi um terno e carinhoso momento
Ainda sinto a força da tua mão na minha
Como sempre o fizeras antes
Foi um simples mas intenso momento
Ainda sinto o calor do teu rosto no afago da minha mão
Como já o fizera antes
Foi um delicado e saudoso momento

Senti a verdade do teu sentir
Sentiste a verdade do meu sentir
Sentimos os mesmos sentires.

Maria Antonieta Oliveira
31-05-2017

Muito Tempo








Porque morreste
Se ainda te sinto viva em mim?!
Porque partiste
No dia em que o teu olhar se perdeu?!
Porque me deixaste
Órfã do teu amor incondicional?!

Porque a cada dia que passa
A saudade é maior?!
Porque me lembro
Ainda muito mais de ti?!
Porquê,
Minha mãe?!

Quinze anos sem ti
São muitos anos, muitos dias
Uma vida!

Maria Antonieta Oliveira
31-05-2017

terça-feira, 30 de maio de 2017

Viver e Ser






As pedras resvalam sob os meus pés
Num caminho percorrido sem viver
A areia escaldante queima-me o corpo
No imenso caminhar de uma vida
Ondulam os meus sonhos perdidos
No agitar de um mar salgado
Entre altas vagas e caruma caída
Sigo, prossigo, nos picos agrestes rochosos
Deste mundo onde insisto em viver e ser.

Maria Antonieta Oliveira
30-05-2017

Vida Dorida






A cabeça dói
O coração sangra
A mente chora
O corpo falece
O mundo se desmorona
Tudo gira, tudo volta
Tudo cai e se levanta
E, a minha cabeça dói
E, o meu coração sangra.

Maria Antonieta Oliveira
30-05-2017

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sempre











Sonho-te ainda criança
Sinto-te aninhada
em meu colo de esperança.

Maria Antonieta Oliveira
29-05-2017

domingo, 21 de maio de 2017

Viver Em Ti











Queria falar contigo da janela do coração
Aquela que abri no dia em que te olhei
Queria que lesses no meu olhar
O que o coração canta em uníssono
E ouvisses a voz da minha mente apaixonada
Dizer em palavras só nossas o quanto te amo
Queria em passos passados aleatórios
Caminhar ao teu encontro e num abraço
Ficarmos unidos para um sempre infinito.
Queria sem sonhar, viver e morar
Para a eternidade, no sentir do teu viver.

Maria Antonieta Oliveira
21-05-2017

sábado, 13 de maio de 2017

Nossa Senhora











Quero ter paz
Na paz do teu amor
Do teu sorriso feliz e simples
Quando sorris para o infinito

Quero ter paz
Na paz do teu olhar sereno
Calmo e tranquilo
Doce e majestoso

Quero ter paz
Na paz do teu coração
Que ama sem ódio
Que ama com perdão

Quero ter paz
Na paz do teu filho parido
Na vontade do Senhor
Para ser nosso salvador

Quero ter paz
Na paz que não mereço
Mas que a vós eu peço
Dai-me a paz!

Maria Antonieta Oliveira
13-05-2017

terça-feira, 9 de maio de 2017

Gritos Hediondos







Há gritos que nos saem da alma apoquentada
De muitos e muitos gritos contidos ao longo da vida
Hediondos?! Sim, talvez!
E porque saem esses gritos hediondos
Apenas e só quando certas palavras incertas se ouvem?!
Porque apenas e só certas pessoas os ouvem?!
Há que pensar bem e vermo-nos ao espelho da alma
Talvez aí encontremos a verdadeira resposta
Talvez aí encontremos o porquê desses gritos hediondos
Que apenas e só duas pessoas os ouvem.

Esse teu passado só morre
Quando eu morrer de vez!

Maria Antonieta Alentado Oliveira
09-05-2017